Falar de Darcy Ribeiro apenas como educador seria insuficiente. A proliferação de ideias e o ímpeto para concretizar projetos fizeram dele mais do que um intelectual, um realizador.

Darcy começa sua vida profissional como antropólogo do Serviço de Proteção aos Índios, onde cria o Museu do Índio e, em parceria com os irmãos Villas-Boas, formula o Parque Indígena do Xingu. No mesmo período, conhece e se casa com Berta Gleizer, que se tornaria uma grande parceira intelectual. Posteriormente, ingressa na área educacional e formula o projeto de criação da Universidade de Brasília.

Sua trajetória sempre esteve próxima às lideranças dos Governos, o que tornou inevitável seu ingresso na vida política: foi ministro da Educação e ministro-chefe da Casa Civil durante o governo de João Goulart; vice-governador do Rio de Janeiro em 1982, secretário de Cultura e coordenador do Programa Especial de Educação;  senador da República de 1991 até sua morte, em 1997.

Durante seu exílio em diversos países da América Latina atuou  como pesquisador, professor e reformador de universidades. Nesse período, iniciou uma intensa produção de livros que o transformou em um dos imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL), onde viria a ocupar a cadeira 11 em 1993. Nos últimos anos de vida surpreendeu com sua produção de poemas.

Sua produção na área da educação e da cultura deixou marcas no país: criou universidades, centros culturais e uma nova proposta educativa com os Centros Integrados de Educação Pública, os Cieps, além de deixar inúmeras obras traduzidas para diversos idiomas.



 

 

 

 

 

"Eu não tenho medo da morte.
A morte é apagar-se, como apagar a luz.
Presente, passado e futuro? Tolice. Não existem.
A vida vai se construindo e destruindo.
O que vai ficando para trás com o passado é a morte. O que está vivo vai adiante".

Darcy Ribeiro