vídeo – educação

Atualmente, a maior parte da informação recebida e manejada pelas crianças provém da TV e das redes sociais e não do ensino escolar. Portanto a escola tem que habilitar seus alunos a essas linguagens e ritmos e o professor deve entender e participar desta rede global de conhecimento e informação. A vídeo educação se propõe a trabalhar didaticamente conceitos de cidadania, saúde, arte, ecologia, política, cultura, sociedade, sexualidade, através de vídeos, a fim de desenvolver consciência crítica em alunos e professores. Na implantação dos CIEPs, houve grande preocupação em oferecer aos educadores recursos materiais para estimulá-los a ler imagens e trabalhar com vídeos, além de intenso processo de formação através de vídeos.

Essa ação visava superar preconceitos e medos e apropriar-se da tecnologia como uma aliada, pois a alfabetização tecnológica tem de ser incorporada ao currículo escolar como prática transformadora da sociedade. Assim, cabe à escola alfabetizar visualmente os alunos, ensinar-lhes a ler a televisão e a internet. É fundamental criar uma cultura crítica da visualidade eletrônica, discutindo o que assistem, como e por que o fazem. As crianças crescem em contato com essa informação visual, imediatismo, cortes rápidos, superficialidade e instantaneidade. No entanto, desconhecem seus mecanismos de sedução.

No 2º. PEE, foi criado um centro de teledifusão que produziu programação educativa para professores e alunos, veiculada em TV aberta durante 1 hora por dia. Para formação de professores, foram feitos 34 filmes do Rede Geral, com discussão sobre temas de educação e cultura; produzidos 195 vídeos para o Curso Livre de Atualização de Conhecimentos (CLAC): de português, matemática, geografia, história, ciências e filosofia. Para alunos foram filmadas as séries “Noções de Coisas”, com base em um livro de Darcy Ribeiro; “O Caso, eu conto como o caso foi”, sobre obras da literatura brasileira; “Hoje é dia de choro”, sobre nossa música; e A Hora do Recreio, sobre espaços públicos históricos e de entretenimento.

Para gravar os filmes e disponibilizá-los para os cursos de formação de professores dos CIEPs, criou-se a função de vídeo educadora, professora de nível médio que recebia formação para manipulação dos equipamentos; habilidade para gravação e armazenamento; formação para dinamizar atividades com os alunos, em duas aulas por semana, para todas as turmas. Eram duas vídeo educadoras por unidade escolar. Só para lembrar: naquela época, não havia internet nem celular. Hoje seria tudo muito mais fácil.