Dizia-se que a proposta pedagógica do CIEP poderia ser resumida como um grande curso de alfabetização, tal o papel fundamental desempenhado pelo livro como recurso didático. É nesse contexto que foi pensada a biblioteca no CIEP. Além de instrumento pedagógico valioso para acesso dos alunos ao patrimônio cultural, estimulava a integração da Escola Pública com a comunidade, oferecendo empréstimo de livros e atividades em final de semana.
Os alunos do CIEP não eram obrigados a frequentar a biblioteca, nem tal frequência estava prevista no horário de cada turma. Entretanto, fazia parte integrante do projeto pedagógico da escola. Os profissionais da biblioteca – 1 bibliotecária e 2 auxiliares – e os professores se dedicavam a torná-la atraente e convidativa para que os alunos a frequentassem e buscassem seus livros preferidos por vontade própria. Junto com animadores culturais, promoviam contação de histórias, gincanas etc. A biblioteca contava com acervo integrado aos componentes curriculares, livros de referência, revistas, jornais, revistas de quadrinhos e livros infanto-juvenis.


A biblioteca foi planejada para comportar 10 mil obras e começava com acervo inicial de 1.000 títulos, abrangendo clássicos universais, enciclopédias, dicionários, literatura e bibliografia fundamental de pedagogia, entre outros. Era indispensável que seu acervo fosse enriquecido pela literatura básica de cada tipo de atividade que se desenvolvia no CIEP, ligada à animação cultural, ao estudo dirigido, à vídeo-educação, à educação física, à arte, à ciência e à formação de professores. E o acervo também podia ser ampliado por campanhas, do tipo “Quem gostou, traz mais um livro”.
A proposta é que a biblioteca fosse comunitária, aberta em finais de semana para acesso livre de toda a comunidade escolar a seu acervo, além da participação em eventos ligados à leitura. Com a inauguração dos CIEPs, o estado do Rio de Janeiro que contava com 100 bibliotecas passou a disponibilizar 500 bibliotecas públicas à população.