IMAGENS DO FUTURO .: CENTENÁRIO BERTA RIBEIRO :. 

IMAGENS DO FUTURO .: CENTENÁRIO BERTA RIBEIRO :. 

IMAGENS DO FUTURO .: CENTENÁRIO BERTA RIBEIRO :.

18, 19 e 20 de outubro

O Museu Casa Darcy Ribeiro é um novo equipamento de cultura que a CODEMAR e a Prefeitura de Maricá entregaram para o mundo. Com gestão do Circo Crescer e Viver, o Museu Casa Darcy Ribeiro é um museu-casa pensado para fomentar a educação e a cultura como forças de transformação social e de desenvolvimento para a cidade de Maricá.

Ele tem como pilar simbólico e conceitual a construção de um espaço que traz a dimensão afetiva da relação com a casa, com o quintal aberto, como o lugar da maturação dos sonhos e das utopias, entendendo que é a partir e com esse espaço de acolhimento, da proteção, que os indivíduos investigam suas personalidades e expressam sua relação com a vida, com o mundo.

Sendo assim, o Museu Casa Darcy Ribeiro tem sido pensado como um espaço de difusão do legado de Darcy Ribeiro e Berta Gleizer Ribeiro, em diálogo com diferentes públicos para que a sua produção possa alcançar novos horizontes, criar alianças profícuas que atendam às necessidades e desafios contemporâneos. As ações realizadas serão construídas pensando na valorização, ampliação e diálogo com a cidade de Maricá.

APRESENTAÇÃO

O Seminário Imagens do Futuro .: Centenário Berta Ribeiro busca homenagear e celebrar a vida e o legado da antropóloga Berta Gleizer Ribeiro, especialmente como precursora da antropologia compartilhada e, nomeadamente, a ‘antropóloga do futuro’. Seu legado foi essencial para a compreensão e valorização das artes, tecnologias e textos indígenas como experiências de criação e experimentação artística.

O Programa de Pesquisa, Formação e Produção .: Laboratório de Fazimentos convida artistas, pesquisadores e comunidades indígenas e não indígenas para celebrar o trabalho de Berta Ribeiro e seus parceiros nas trajetórias da antropologia compartilhada, assim como refletir sobre as artes visuais, performances e textos indígenas e sua capacidade de construir e projetar futuros.

SEXTA-FEIRA, 18 DE OUTUBRO

17h – Berta Ribeiro, presente!
mesa de abertura
Uma reflexão inicial sobre a importância da obra de Berta Gleizer Ribeiro e seu impacto na antropologia e no estudo das culturas indígenas. A abertura também abordará o contexto histórico e acadêmico em que a antropóloga desenvolveu suas pesquisas.

  • Elizabetn Brêa, Diretora Técnica da Fundação Darcy Ribeiro
  • Carolina Potiguara, Assessora da Coordenação de Igualdade Racial e Cultura de Etnias da Secretaria de Cultura de Maricá
  • Martinha Mendonça, Diretora da Escola Indígena Guarani Para Poty Nhe’ Ë Já
  • Giulia Rodrigues, Coordenadora do Museu Casa Darcy Ribeiro e de Educação

18h – DJ Cris Pantoja
Cristiane Pantoja, de origem indígena, faz apresentações que transmitem a riqueza cultural e a diversidade sonora do Brasil para públicos de diferentes origens e idades.

SÁBADO, 19 DE OUTUBRO

11h –  ‘‘Antes o Mundo Não Existia”: Cosmopolítica Indígena em Tempos de Crises
painel híbrido
Em 1978, Berta Gleizer Ribeiro, durante uma viagem ao Rio Negro para pesquisar o trançado indígena, teve notícia de que Umusï Pãrõkumu e Tõrãmü Këhíri, indígenas do povo Desana, haviam escrito a mitologia de seu povo. Berta foi ao encontro deles no Rio Tiquié e durante um mês e meio trabalharam juntos. Desse trabalho compartilhado surgiu “Antes o Mundo Não Existia”, coletânea de narrativas míticas que descrevem a história da criação do mundo. Nos tempos de crise que vivemos atualmente, as incertezas sobre a continuidade da existência do mundo se intrometem em nosso imaginário sobre o futuro. Repetindo o gesto de Berta Ribeiro, que propôs escutar a cosmogonia indígena sobre a criação do mundo, essa mesa temática propõe escutar sobre como a cosmopolítica indígena pode nos ajudar a pensar como o mundo pode continuar existindo, enfrentando a crise climática e socioambiental que se aproxima.

  • Carlos Tukano, principal mentor indígena no planejamento da Aldeia Maracanã;
  • Daiara Tukano, artista e ativista indígena Mediação
  • Bianca França, Doutora em História, Política e Bens Culturais (PPHPBC/ CPDOC – FGV)

14:30h – Oficina Sonora com Dauá Puri
Uma imersão sensorial e sonora, através dos cantos em língua Puri, e da experimentação de diversos instrumentos feitos de bambu, suas sonoridades e particularidades. Além de ser também, um convite ao público, para conhecer um pouco dos cantos e das danças da cultura dessa Etnia do território sudeste.

  • Dauá Puri é contador de histórias, músico, escritor, compositor e arte educador.

17h – Cine Quintal
Exibição de filme

Javyju, direção de Carlos Eduardo Magalhães
Para Berta, Com Amor com roda de conversa com Bianca França

DOMINGO, 20 DE OUTUBRO

11h –  Cultura Indígena Contemporânea
painel híbrido
Desafiando a visão estereotipada que reduz os povos indígenas a imagens de tradições imutáveis, esta mesa temática se dedica a explorar a complexidade e a vitalidade da cultura indígena contemporânea no Brasil e como essas comunidades estão ativamente moldando e reconfigurando sua identidade cultural. Em um contexto de contínuas lutas pelo direito à terra e pela preservação de seus modos de vida, os indígenas também ocupam os mais diversos campos, desde a arte e a política, passando pela mídia e a academia. A mesa visa analisar como esses movimentos de inovação e ressignificação cultural refletem a adaptabilidade e a resistência dos povos indígenas, demonstrando que suas tradições são dinâmicas e em constante evolução. A discussão buscará compreender as implicações dessas transformações para a preservação cultural e para as reivindicações sociais e  políticas desses grupos.

  • Eliane Potiguara, escritora, ativista e fundadora da Rede Grumin de Mulheres Indígenas
  • Larissa Alvarez,   Mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação – PROFNIT/UFRJ
    Mediação
  • Cristiane Portela, professora do Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais – MESPT UnB

15h –  Oficina de Confecção de Petynguas
Os Petynguas são elementos fundamentais na cultura indígena. Confeccionados pelos artesãos guaranis, estes cachimbos apresentam diversos materiais de fabricação como madeira, nó de pinho, cedro ou aguaí, e argila cinza ou vermelha.

  • Miguel Verá Nunes, cacique da aldeia Mata Verde Bonita, multiartista e cineasta

17h – Oficina de Etnomídia Indígena: Comunicação e Resistência

Com uma abordagem teórica e prática, a oficina oferece aos participantes a oportunidade de desenvolver conteúdos colaborativos, como pautas de programas de rádio e narrativas orais, que possam ser divulgados em plataformas digitais. Voltada tanto para indígenas quanto não indígenas, a atividade busca fortalecer a compreensão sobre o impacto da comunicação digital na preservação das culturas indígenas e fomentar a criação de novos conteúdos de mídia.

  • Anápuàka Muniz Tupinambá Hã hã hãe da Rádio Yandê, 1ª mídia indígena do Brasil e empresa social de etnomídia indígena.
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